despedida:
Como alguém que se afoga
e com roupas
pesadas da água do mar
oferece o seu último amor
a uma pequena nuvem.
Hilde Domin, in antologia Estende a mão ao milagre, Cosmorama, Edições.
Devemos ser suaves, suaves, suaves uns com os outros, porque somos muito frágeis...
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(...)
Agora, que o Outono já nos convida a trazer um sol interior a aquecer-nos a alma.
Agora, que as nossas casas necessitam do fogo intenso de uma lareira para esquecerem a escuridão.
Agora, é preciso cantar!
E nunca, mas nunca, deixar as ribeiras chorar
Nem os olhos entristecer...
Sei que a ternura


A meu favor

«...Não há amor imediato; o desejo transtorna a verdade, cai como chuva sobre o sangue, dissolvendo-lhe o tempo de onde vem e o espaço para onde vai. Não se consegue amar completamente senão na memória, Sebastião. As histórias que sonhámos para as pessoas amadas flutuam na neblina dos dias muito quentes, como mentiras leves tocadas pelo peso da verdade. Espuma do mar desfeita ao toque dos dedos. Não te canses a inventar-me no desejo do teu corpo, Sebastião, que o que em mim crês amar não é mais do que a memória das lágrimas, das tuas lágrimas, feitas de uma luz distinta das minhas.»
A morte é o mais impressionante dos acontecimentos que nos é dado observar.


