
Vi nos teus olhos uma semente.
Perguntei onde a guardaste.
Disseste-me que eras o vento que acaricia a seara.
Eu disse-te que era o sol que a torna dourada.
Trocamos de olhos.
Enrolamos as mãos.
Perguntei onde a guardaste.
Disseste-me que eras o vento que acaricia a seara.
Eu disse-te que era o sol que a torna dourada.
Trocamos de olhos.
Enrolamos as mãos.
Esgueiramo-nos em silêncio.
Quando só os espantalhos guardavam a seara.
Semeamos nela plumas vermelhas e ondas de lava salgada.
Quando só os espantalhos guardavam a seara.
Semeamos nela plumas vermelhas e ondas de lava salgada.
A seara ondulou voluptuosa, entornando o aroma grávido do trigo
Publicado originalmente noutro blog de que sou colaboradora, embora com nome não totalmente coincidente.
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